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Ato moral

A valorização de algo não se dá pelo ser desse algo, outrossim, pela relação entre algo com alguém. Diz-se que algo possui valor quando não nos permite a indiferença. O mundo cultural é um sistema de significados e valores já estabelecidos por outros.  Lévis Strauss afirma que o reino humano (em oposto ao animal) se caracteriza pelo estabelecimento de regras de convivência.  Já a moral é o conjunto de regras de conduta - valores - admitidos em determinada época por um determinado grupo de homens. Um exemplo do caráter temporal da moral é a troca dos sistemas feudal/burguês onde o valor do trabalho é enaltecido se comparado com o período anterior. Quando antes, visto com desprezo devido à existência de uma classe servil e outra ociosa; o trabalho ganha seu valor refletido nas enormes riquezas e poderes dos burgueses impelidos pela expansão mercantil. 

A moral é primeiramente coletiva, visto que se trata do agrupamento de valores de um grupo de pessoas, não obstante é também individual, visto que exige a aceitação da parte como uma regra para o todo. Não há dicotomia neste caso, trata-se de diferentes aspectos de uma mesma coisa. \ Por mais que os indivíduos apreciem os valores morais de suas comunidades a moral não pode ser considerada a única fonte da verdade. Em vista de valores inadequados cabe à ética indicar a solução; seja refinando, seja completando, por vezes descartando, valores morais. Sendo assim, a ética pode ser considerada a reflexão da moral.

Uma sociedade com moral mas sem ética é hipócrita e virtuosamente empobrecida, já o contrário - apesar de provavelmente impossível - é caótica.

Ato moral

  • Ato moral: é livre, consciente, intencional e solidário; amoral:
  • Ato são as transgressões aos atos morais; não moral: aqueles que
  • Ato não cabem ao escopo da moralidade.

O ato moral provoca efeitos não somente na pessoa que age, mas naquelas que a cercam e na própria sociedade como um todo. O ser verdadeiramente moral é autônomo; contudo, não ignora, nem nega, sem uma justificação racional, os valores alheios.

Em moral, o homem virtuoso é aquele se que com força se aplica à realização de um dever. É a permanente disposição para o querer bem, o que supõe a coragem de assumir os valores escolhidos e enfrentar os obstáculos que resistem à ação. Uma vida virtuosa é aquela que persiste no agir moral como um hábito fundado.